• Home
  • Blog
  • Gatos são alvos de assassino em série em Caxias do Sul (RS)

Gatos são alvos de assassino em série em Caxias do Sul (RS)

0 comments

Escute
Foto: Ilustração | Pixabay

Residentes do bairro Santa Corona, em Caxias do Sul (RS), delataram a morte de gatos por intoxicação e tiros de chumbinho. Os assassinatos acontecem em série, segundo uma moradora que optou por não se identificar ao portal GaúchaZH. Nesta última semana, o gato Chico Jr. chegou em casa alvejado por arma de pressão e não resistiu.

“Isso já tinha acontecido antes, de levar tiro, mas conseguimos salvar. Há algum tempo, o Chico desapareceu por uma semana. Voltou magro e frágil, por isso acreditamos que ele foi mantido em cativeiro, mas conseguiu fugir. Dessa vez, ele não sobreviveu”, alega.

A residente também diz que casos como esse sucedem desde o ano passado. E ela, inclusive, já perdeu dois gatos: Chico tinha dois anos e foi envenenado, e Chico Jr. o em questão.

De acordo com ela, perder os gatinhos abalou os netos e, sobretudo, o esposo que é bastante apegado aos animais.

“Eu fico muito revoltado. Eu sou muito apegado aos animais. Já cheguei a pegar para mim um cachorro que iriam matar. Se eu vejo alguém maltratando os animais eu avanço. Me parte o coração ver isso, por que não afastar o animal de outra forma? Com água ou de forma inofensiva? O animal não fez nada para merecer isso”, desabafou o homem.

Quebra de silêncio

O casal fez um boletim de ocorrência on-line e contatou Paulo Cézar Duarte, defensor dos animais. Segundo ele, vários residentes do bairro Santa Corona têm pedido ajuda em eventos parecidos.

“No ano passado, o gato de outra moradora foi alvejado e sobreviveu, mas dias depois foi encontrado morto a enxadadas. Orientamos que os autores façam a denúncia, mas muitos têm medo de retaliação” – enfatiza Paulo.

Os casos têm virado cada vez mais constantes e alarmantes. Pois desde terça-feira mais dois morreram por intoxicação num intervalo de poucas horas e causaram revolta nos habitantes do bairro. Fora que vários ainda alegam que seus animais domésticos andam desaparecidos há muitos dias. Por conta da reincidência dos ataques, o defensor dos animais relata que ele e outros voluntários querem lançar uma passeata para orientar a população sobre maus-tratos.

Como agir

O município conseguiu, de uns tempos para cá, o primeiro cartório especializado em investigar crimes de maus-tratos e crueldade contra bichos. Fundado no 3° Distrito Policial, trabalhará em parceria com o Departamento de Proteção Animal da Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

A indicação da Polícia Civil é registrar o boletim de ocorrência para esclarecimento do crime. Daniela Cargnino, escrivã do cartório, avisa os cuidadores para obterem testemunhas e fotos, denunciar com maior quantidade de informações possíveis. Unicamente com dados inteiros e evidências pode-se deter o culpado.

“Muitas pessoas acabam não denunciando, porque preferem não se identificar, mas é muito importante. Pelo site ou WhatsApp da Polícia Civil é possível se manter anônimo”, finaliza Daniela.

Em menos de uma semana, ela diz que já existe muito o que fazer.

Lei Sansão

Foto: Reprodução | Planalto

No ano passado, o governo sancionou o projeto de lei 1095/2019 em lei 14064/2020, para reformar o artigo 32 da Lei 9805 do Meio Ambiente de 1998. Apelidada Lei Sansão, a nova sanção deu ênfase e força ao combate a crimes de maus-tratos de cães e gatos. O apelido veio do caso de um pit bull que fora brutalmente desmembrado e chocou o país. Saiba mais sobre a operação da nova lei numa entrevista especial da Rádio EBC.

Meios de denúncia

Sítio da Polícia Civil;

Disque Denúncia – 181;

Disque Denúncia – (71) 3235-000.

About the Author

Follow me


{"email":"Email address invalid","url":"Website address invalid","required":"Required field missing"}
>