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Manada faz pausa durante viagem na China para esperar elefante atrasado

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Foto: Reprodução/BBC

Uma manada de elefantes que já percorreu mais de 500 quilômetros na China fez uma pausa para esperar um elefante que está atrasado. Os animais, incluindo três filhotes, iniciaram uma viagem no sudoeste do país após saírem de uma reserva em Xishuangbanna, região fronteiriça com Laos e Mianmar.

Desde o início do ano, esses animais migram por razão desconhecida, embora especule-se que eles estejam em busca de alimento, já que há escassez de plantas comestíveis em seu habitat. Para impedir que eles entrem em vilarejos e consumam plantios, barricadas foram feitas nas entradas das cidades.

A viagem da manada é transmitida ao vivo pela CCTV, canal de televisão chinês. Cada passo dos animais é registrado e repassado aos telespectadores durante as 24 horas do dia.

Durante a transmissão, notou-se que as fêmeas da manada decidiram caminhar mais lentamente e fazer uma pausa a 90 km ao sul de Kunming, a capital da província de Yunnan, após um macho jovem, que tem cerca de 10 anos de idade, afastar-se do grupo no início do mês e caminhar em direção contrária.

Conforme relatado pelo professor da Universidade de Yunnan, Chen Mingyong ao site Caixin, os elefantes que permanecem junto à manda recorrem a fortes solavancos para tentar chamar a atenção do animal que está distante. As tentativas, porém, não têm funcionado.

Segundo especialistas, a decisão de se afastar da manada ocorre para os machos jovens quando eles alcançam a maturidade sexual e passam a viver de maneira solitária.

Acompanhados o tempo todo por drones, os elefantes aparentam estar saudáveis. Eles também não se envolveram em nenhum conflito com humanos desde que iniciaram a viagem. Por precaução, vilarejos e cidades tiveram suas populações evacuadas.

A expectativa de especialistas entrevistados pelo jornal Global Times é de que a manada não conseguirá retornar para a reserva onde vivia antes da chegada do inverno. Por isso, segundo o biólogo da Universidade de Pequim, Zhang Li, “o melhor seria encontrar um habitat mais adequado para eles, longe da população, e atraí-los para lá”.

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