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Pandemia é resultado do desrespeito à natureza e aos animais, diz Jane Goodall

(Foto: Michael Neugebauer)

A primatologista Jane Goodall, que se tornou pioneira no estudo de chimpanzés após ser enviada à Tanzânia em 1960, voltou a citar a relação entre o surgimento do coronavírus e a exploração animal. Considerada uma das maiores ativistas pelo meio ambiente de todo o mundo, ela afirmou que o desrespeito à natureza e aos animais foram os responsáveis pelo surgimento da pandemia que tem matado milhões de pessoas.

“Criamos situações que facilitam para um patógeno, como o vírus da covid-19, respingar de um animal em uma pessoa e se ligar a uma célula humana, criando uma nova doença ‘zoonótica'”, afirmou a primatologista em entrevista ao Estadão. “Esse é o mesmo desrespeito pelo mundo natural que tem levado à ameaça dupla para o nosso futuro – as mudanças climáticas e a perda de biodiversidade”, acrescentou.

Goodall lembrou que a humanidade tem crescido, assim como a pecuária tem se expandido, e que os recursos naturais têm sido explorados sem limites e em desrespeito às premissas da sustentabilidade. “O que vai acontecer se continuarmos fazendo as coisas do mesmo jeito?”, questionou.

Na opinião da ativista, cada pessoa pode escolher o impacto que produz no mundo e se conscientizar ao pensar sobre a própria pegada ecológica. “Pensar no que compramos – de onde isso veio? Sua produção envolve algum dano ao meio ambiente ou crueldade com animais? Isso é mais barato por causa de salários injustos em alguma parte do mundo ou de trabalho escravo infantil? Se sim, então não deveríamos comprar”, pontuou a primatologista em entrevista ao Estadão que pode ser conferida na íntegra abaixo.

Você costuma falar que “chegou na África como cientista e saiu da selva como ativista”. O que dizer às pessoas que permanecem em negação sobre a crise climática e o aquecimento global, depois de ter trabalhado por tantos anos nesse campo?

Eu conto para eles o que já vi, em primeira mão. O gelo derretendo na Groenlândia, a água jorrando do penhasco – os inuítes anciãos me disseram que nunca houve derretimento antes, nem no verão, e quando estive lá era o começo da primavera. Os povos que tiveram de mudar das suas casas na ilha por causa do aumento do nível do mar. O caos resultante após o crescente número de tornados e tufões. A terrível devastação causada pelas longas secas. O resultado dos incêndios horríveis na Austrália e na Califórnia etc.

Eu não tento discutir com eles. Ou eles são estúpidos de ignorarem a ciência, ou apenas acham conveniente dizer que não acreditam nela para que possam continuar com os “negócios de sempre”.

Você se refere aos chimpanzés como os “animais mais parecidos com nós, humanos” e, durante seu trabalho em campo, também descobriu que eles têm um “lado obscuro”, o qual aparece quando lutam entre si. Que lições nós podemos aprender desse tipo de comportamento, enquanto humanos, seja sobre a resolução de conflitos ou sobre seguir em frente?

Louis Leakey, que passou sua vida procurando pelos restos fossilizados dos humanos primitivos, queria estudar chimpanzés (algo que ninguém havia feito lá em 1960) porque ele acreditava (e agora é comumente aceito) que nós, humanos, compartilhamos um ancestral meio-humano/meio-macaco de aproximadamente 6 milhões de anos atrás. Ele sentia que isso lhe daria uma impressão melhor de como nossos ancestrais podem ter se comportado na Idade da Pedra.

Para responder à sua pergunta, parece muito claramente que nós temos tendências agressivas inerentes. Mas nos diferenciamos no desenvolvimento explosivo do nosso intelecto. Temos uma linguagem verbal. Temos um código moral e sabemos que agredir é errado (a não ser que passemos por uma lavagem cerebral na infância). E, na maior parte do tempo, a maioria das pessoas controlam SIM seus impulsos agressivos.

Chimpanzés, assim como nós, também têm um lado altruísta e compassivo, e eles são muito bons em se reconciliarem após uma briga.

A pandemia do coronavírus colocou novamente a ciência no topo das discussões globais, ao mesmo tempo em que temos pessoas negacionistas que não reconhecem sua importância, precisão ou seriedade. Como podemos prevenir que o discurso anticientífico infecte a mente das novas gerações?

Eu tenho falado sobre isso desde que a pandemia começou – nós causamos essa situação a nós mesmos, pelo nosso desrespeito com a natureza e com os animais. Criamos situações que facilitam para um patógeno, como o vírus da covid-19, respingar de um animal em uma pessoa e se ligar a uma célula humana, criando uma nova doença “zoonótica”. Mais e mais pessoas estão começando a entender isso. Esse é o mesmo desrespeito pelo mundo natural que tem levado à ameaça dupla para o nosso futuro – as mudanças climáticas e a perda de biodiversidade.

Eu iniciei um programa para jovens em 1991, o Roots & Shoots. Ele começou com 12 alunos na Tanzânia, preocupados com o que estava errado no mundo. Agora, temos grupos em 68 países – e contando! -, com membros do jardim de infância à universidade. Esses milhares de jovens, e muitos outros ex-membros já adultos, compartilham os mesmos valores. Um deles é o respeito. Respeito por outras culturas, religiões e nacionalidades. Por todos os seres vivos. Hoje existem vários grupos de jovens trabalhando para tornar esse mundo melhor. Tomando uma atitude. Eles são meu maior motivo de esperança.

Você disse antes que tanto essa pandemia quanto a do HIV foram causadas pelo nosso desrespeito à natureza e aos animais com quem dividimos o planeta. Considerando o dano que já foi feito a nível global, acha que algum dia estaremos aptos a recuperar a biodiversidade que já foi perdida até aqui? Haveria uma forma de reverter esse processo?

Há uma janela de tempo durante a qual, se nos unirmos e tomarmos uma atitude, podemos começar a curar uma parcela do mal que temos infligido na natureza, e ao menos desacelerar a mudança climática e a perda de biodiversidade. Algumas espécies de animais e plantas já foram resgatadas quando estavam à beira da extinção. A natureza é resiliente e lugares que destruímos terrivelmente podem se tornar verdes e serem um lar para a vida selvagem – e para os humanos! – novamente. Mas especialmente em florestas tropicais, tão ricas em biodiversidade, a riqueza da “tapeçaria da vida” nunca poderá ser exatamente a mesma depois que ela for destruída uma vez.

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro tem negado de forma alarmante o crescimento crítico das queimadas e desmatamentos na Amazônia. Considerando que florestas tropicais são o lar de inúmeras espécies, como você avalia a importância de preservar a Amazônia não só para o Brasil, mas para o mundo?

Eu acredito que as grandes florestas tropicais na Amazônia, na Bacia do Congo, e aquelas em vários países no Sul da Ásia são de extrema importância para o mundo. Ao lado dos oceanos, elas têm grande influência no clima, à medida que absorvem dióxido de carbono. Elas regulam as chuvas e as temperaturas, e nos fornecem ar e água limpos, e muito mais.

O que a sociedade pode fazer para ajudar a combater as mudanças climáticas, quando as pessoas no poder falham ao dar a devida importância para essa tarefa?

Eu acho que as coisas estão mudando. Tantas pessoas agora entendem que se continuarmos achando que pode haver crescimento econômico ilimitado em um planeta com recursos finitos, e se os governos e empresas continuarem pensando em ganhos de curto prazo às custas das gerações futuras e da saúde do planeta – bem, a nossa própria espécie não estará isenta da extinção. Em alguns lugares, os nossos recursos naturais já estão sendo usados mais rápido do que a natureza pode repô-los.

E a população humana continua crescendo. Nós já somos mais de 7 bilhões agora e é estimado que cheguemos próximo dos 10 bilhões de pessoas até 2050. O que vai acontecer se continuarmos fazendo as coisas do mesmo jeito? O número da pecuária também está crescendo. A agricultura industrial está destruindo o solo com produtos químicos e geneticamente modificados, enquanto grandes habitats naturais também são destruídos para a criação de animais para comida, com bois e pastagem.

Sua mãe teve que se mudar com você para a Tanzânia durante os primeiros anos da sua pesquisa. Também, na primeira palestra que você deu em Washington, parte da cobertura na imprensa não estava muito “disposta” a te levar a sério como cientista. Você considera que ser uma mulher trabalhando com ciência naquela época tornou as coisas mais difíceis?

Na verdade, ser mulher me ajudou. O Leakey acreditava que mulheres podiam se tornar melhores observadoras, serem mais pacientes. Os homens africanos, que geralmente estavam ressentidos dos europeus e americanos que lhes governaram por tanto tempo durante os dias coloniais, estavam muito mais dispostos a ajudar uma mulher branca. E a National Geographic Society, que controlou o apoio à minha pesquisa, também amou a imagem de uma mulher esguia entre chimpanzés que eram tão mais fortes que ela.

Claro que, como você disse, a comunidade científica tentou desbancar minhas observações no começo – eu não era apenas uma mulher, mas sequer tinha concluído uma graduação. Mas a National Geographic havia mandado Hugo van Lawick para filmar o que eu estava descobrindo e as suas imagens, com minhas descrições detalhadas sobre comportamento, os forçaram a mudar de ideia. Isso acabou ajudando porque Leakey instituiu que eu tirasse um diploma e me colocou em um PhD (mesmo que eu não tivesse uma graduação) na Universidade de Cambridge, onde meu supervisor era um dos três etologistas mais respeitados daquela época.

Que conselho você daria para as novas e velhas gerações que gostariam de ajudar a combater a crise climática?

Eu sempre encorajo os jovens a se envolverem com a Roots & Shoots ou algum programa parecido. Mas a mensagem mais importante é o fato de que cada um de nós pode fazer algum impacto no mundo todos os dias – e podemos escolher que tipo de impacto fazemos. Podemos pensar sobre nossa própria pegada ecológica. Pensar no que compramos – de onde isso veio? Sua produção envolve algum dano ao meio ambiente ou crueldade com animais? Isso é mais barato por causa de salários injustos em alguma parte do mundo ou de trabalho escravo infantil? Se sim, então não deveríamos comprar.

Bens produzidos de forma claramente ética (orgânicos, de feiras etc.) vão custar um pouco mais – mas aí nós os valorizamos mais e os desperdiçamos menos. Se o suficiente de nós acreditar nisso, então as empresas vão mudar. A pressão do consumidor é importante.

Jovens que entendem muito bem o dano que causamos ao planeta, e querem mudar isso, estão cada vez mais ascendendo a posições em que tomam as decisões. Aqueles que podem fazer isso precisam ajudar na batalha para aliviar a pobreza – se você é realmente pobre, destrói o ambiente para tentar conseguir dinheiro, cultivar alimento ou compra a comida industrializada mais barata para que consiga sobreviver.

A mensagem mais importante de todas: lembre que você importa, que você tem um papel a desenvolver, que você pode escolher que tipo de impacto gera todos os dias. Escolha com sabedoria, pensando nas gerações futuras.

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Temperatura média global pode aumentar 1,5°C nos próximos cinco anos

(Foto: Mayke Toscano – Secom – MT)

A temperatura média global pode aumentar temporariamente 1,5°C nos próximos cinco anos, segundo levantamento da Organização Meteorológica Mundial (OMM). Embora atualmente a chance disso acontecer seja de 40%, esse percentual têm aumentado cada vez mais.

Os estudos também apontam uma possibilidade de 2016 deixar de carregar o título de ano mais quente da história. Isso porque há uma probabilidade de 90% de pelo menos um ano entre 2021 e 2025 ter temperaturas mais elevadas do que as registradas até o momento. Nesses anos, também é possível que mais ciclones tropicais ocorram no Atlântico em comparação com o passado recente.

Para alertar sobre o futuro reservado à humanidade, o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas divulgou um comunicado por meio do qual afirmou que “estas são mais do que apenas estatísticas”.

“O aumento das temperaturas significa mais derretimento do gelo, níveis mais elevados do mar, mais ondas de calor e outras condições climáticas extremas e maiores impactos na segurança alimentar, saúde, meio ambiente e desenvolvimento sustentável”, disse Taalas.

“É mais um alerta de que o mundo precisa acelerar os compromissos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e alcançar a neutralidade de carbono”, completou. Segundo ele, é necessário também que os líderes globais apostem em serviços como saúde, água, agricultura e energia renovável.

De acordo com a ONU, as negociações realizadas durante a Conferência do Clima (COP-26) em novembro deste ano são uma das últimas oportunidades de manter o controle sobre as mudanças climáticas.

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Manada faz pausa durante viagem na China para esperar elefante atrasado

Foto: Reprodução/BBC

Uma manada de elefantes que já percorreu mais de 500 quilômetros na China fez uma pausa para esperar um elefante que está atrasado. Os animais, incluindo três filhotes, iniciaram uma viagem no sudoeste do país após saírem de uma reserva em Xishuangbanna, região fronteiriça com Laos e Mianmar.

Desde o início do ano, esses animais migram por razão desconhecida, embora especule-se que eles estejam em busca de alimento, já que há escassez de plantas comestíveis em seu habitat. Para impedir que eles entrem em vilarejos e consumam plantios, barricadas foram feitas nas entradas das cidades.

A viagem da manada é transmitida ao vivo pela CCTV, canal de televisão chinês. Cada passo dos animais é registrado e repassado aos telespectadores durante as 24 horas do dia.

Durante a transmissão, notou-se que as fêmeas da manada decidiram caminhar mais lentamente e fazer uma pausa a 90 km ao sul de Kunming, a capital da província de Yunnan, após um macho jovem, que tem cerca de 10 anos de idade, afastar-se do grupo no início do mês e caminhar em direção contrária.

Conforme relatado pelo professor da Universidade de Yunnan, Chen Mingyong ao site Caixin, os elefantes que permanecem junto à manda recorrem a fortes solavancos para tentar chamar a atenção do animal que está distante. As tentativas, porém, não têm funcionado.

Segundo especialistas, a decisão de se afastar da manada ocorre para os machos jovens quando eles alcançam a maturidade sexual e passam a viver de maneira solitária.

Acompanhados o tempo todo por drones, os elefantes aparentam estar saudáveis. Eles também não se envolveram em nenhum conflito com humanos desde que iniciaram a viagem. Por precaução, vilarejos e cidades tiveram suas populações evacuadas.

A expectativa de especialistas entrevistados pelo jornal Global Times é de que a manada não conseguirá retornar para a reserva onde vivia antes da chegada do inverno. Por isso, segundo o biólogo da Universidade de Pequim, Zhang Li, “o melhor seria encontrar um habitat mais adequado para eles, longe da população, e atraí-los para lá”.

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Justiça anula lei que cria Samu para animais no Distrito Federal

Foto: Reprodução/Freepik/Imagem Ilustrativa

A Corte Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) anulou a lei distrital que prevê a criação do Serviço de Atendimento Médico de Urgência Veterinário (SamuVet) na capital. De autoria do Poder Legislativo, a medida foi considerada inconstitucional por violar “iniciativa exclusiva do governador”.

Promulgada em junho de 2020, a legislação de autoria do deputado Roosevelt Vilela (PSB) já havia sido suspensa em outubro do mesmo ano a pedido do Governo do Distrito Federal. Com a sentença do TJDFT, a suspensão foi transformada em anulação definitiva. A decisão judicial foi publicada na terça-feira (15).

O Tribunal considerou que apenas o governador pode criar leis que estejam ligadas à criação de cargos, funções ou empregos públicos e, por isso, decidiu pela inconstitucionalidade da legislação distrital. De acordo com os magistrados que julgaram o caso, a medida “interfere diretamente no funcionamento da administração pública”.

Visando o bem-estar animal, a lei determinava o atendimento médico de urgência e emergência a animais atropelados em via pública; encontrados em situação de risco; soltos em via pública em meio ao trânsito de veículos; ou que tivessem sido vítimas de maus-tratos.

 

Aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, o texto foi vetado governador Ibaneis Rocha (MDB), mas voltou a ter validade após os deputados distritais derrubarem o veto em junho de 2020. O SamuVet, porém, sequer chegou a funcionar, já que a legislação foi suspensa antes do final dos 90 dias de prazo para a sua regulamentação e entrada em vigor.

A decisão da Corte Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal foi criticada pelo autor da legislação. Por meio de nota, o deputado Roosevelt Vilela afirmou que a medida “seria uma ação de muita importância para a sociedade e para o cuidado com os animais”. O parlamentar reforçou ainda que se propôs “a alocar recursos por meio de destinação de emendas para viabilizar o projeto”.

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Porquinho resgatado após cair de caminhão vai viver em santuário

Foto: Eveline Poncio/NSC TV

Um filhote de porco que caiu de um caminhão na BR-101 em São José, no estado de Santa Catarina, teve sua vida transformada após ser resgatado por uma bióloga que se comoveu com o sofrimento do animal. Levado a uma clínica veterinária, ele recebeu tratamento durante três semanas e agora aguarda para ser transferido para um santuário em São Paulo. Ao contrário de milhares de porcos explorados para consumo humano, Baby Pig, como passou a ser chamado, viverá cercado de amor e longe do sofrimento.

Socorrido no dia 23 de maio após cair da carreta, o filhote teve sua vida salva pela bióloga Rosa Elisa Villanueva, que parou o trânsito para resgatá-lo. “Tentei parar o trânsito por longos minutos, até que motoqueiros e carros pararam no acostamento e me perguntaram o que estava acontecendo. Quando essas pessoas entenderam o que estava acontecendo e viram o porquinho se arrastando, me ajudaram e conseguimos parar a BR-101. Imediatamente corri e peguei o porquinho”, contou a bióloga ao G1.

Na ocasião, Rosa foi criticada por funcionários da concessionária Arteris Litoral Sul, que administra o trecho da rodovia onde ocorreu o acidente. “Falaram que a empresa tem convênio com veterinário e o porquinho ia ser encaminhado para lá, mas eles não tinham nem caixa de transporte, assim decidi eu mesma levar o porquinho até a base (que fica em Biguaçu)”, comentou.

Foto: Eveline Poncio/NSC TV

No entanto, ao chegar na base, uma funcionária da concessionária se negou a prestar socorro ao porquinho, que estava sentindo dor, e alegou que o atendimento só era feito quando o animal era resgatado por colaboradores da concessionária. Preocupada com o bem-estar do filhote, Rosa o levou para uma clínica veterinária.

Após a omissão de socorro, a empresa foi notificada pelo Procon de Santa Catarina. O órgão pediu que a concessionária explicasse se foi negado socorro ao animal e se houveram possíveis falhas na prestação do serviço. Na época, a Arteris Litoral Sul publicou nota por meio da qual informou que “tem como procedimento efetuar o resgate de qualquer animal em situação de risco em suas rodovias”. Disse ainda que “a chamada de acionamento via 0800 da concessionária não foi clara – a ponto de nossa central enviar uma ambulância ao local, visto que a situação reportada demonstrava se tratar de uma pessoa precisando de socorro”.

Corrente do bem

Após o resgate do porquinho, uma corrente do bem se formou entorno do animal que será transferido para o santuário da ONG Bendita Adoção, de São Paulo, nesta quarta-feira (16). De acordo com a bióloga Rosa Elisa, Baby Pig ainda está mancando porque foram colocados “ferros” na pata traseira quebrada durante o acidente. Apesar disso, o filhote já ganhou peso e está se recuperando bem.

“A veterinária que trabalha no santuário está vindo de caminhonete de São Paulo para pegá-lo. Lá ele será encaminhado para um hospital veterinário para continuar o tratamento”, disse a bióloga. O tratamento – incluindo a cirurgia e fisioterapia realizadas pelo animal – serão pagos por meio de doações.

Foto: Rosa Elisa/Arquivo Pessoal

No dia em que sofreu o acidente, o porquinho estava sendo transportado por um caminhão que o levaria a uma fazenda para que ele engordasse até ser morto ou para o matadouro. O destino certo do animal não foi descoberto. O que se sabe é que foi necessário cair de um veículo em movimento para parar nas mãos de pessoas que o enxergavam como uma vida digna de respeito e não como uma mercadoria.

Usando uma bandana feita exclusivamente para ele, Baby Pig seguirá para seu novo lar em São Paulo, onde será cuidado por voluntários que se dedicam a salvar animais de diversas espécies, inclusive cachorros e gatos. A maior parte dos animais está disponível para adoção responsável. Para adotar ou auxiliar a entidade com doações, basta entrar em contato com a Bendita Adoção através das redes sociais.

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Gisele Bündchen resgata pássaro ferido: ‘serzinho de luz em forma de beija-flor’

Foto: Reprodução/Instagram

A modelo Gisele Bündchen resgatou um filhote de beija-flor que encontrou caído em uma praia e usou as redes sociais para relatar a experiência única que viveu ao lado da ave. Em fotos e vídeos divulgados pela artista, é possível ver Gisele e sua família alimentando o pássaro e lhe dando carinho.

Morando atualmente na Flórida, nos Estados Unidos, a modelo aproveitou o resgate da ave para reforçar ensinamentos aos seus filhos Vivian e Benjamin sobre o respeito à natureza e aos animais. Juntos, os três cuidaram do beija-flor até que ele fosse levado para uma instituição de proteção animal.

“Olha quem eu achei na beira do mar com a asinha machucada – um bebê beija-flor! Pesquisamos o que ele podia comer e o alimentamos a cada 15 minutos, durante o dia inteiro, até o levarmos para um santuário onde continuaram cuidando dele”, relatou a artista.

Segundo Gisele, a ave ficou no santuário durante dois dias e “saiu voando”. Livre, o animal silvestre voltou a desfrutar da imensidão do céu. Ter o ajudado a ficar bem para retornar ao habitat deixou a modelo bastante feliz.

“Não tenho como explicar o amor que senti ao cuidar desse animalzinho. Me sinto abençoada por ter tido essa experiência e, com certeza, as crianças e eu nunca esqueceremos esse dia mágico que passamos com esse serzinho de luz em forma de beija-flor”, afirmou.

Foto: Reprodução/Instagram

Nos comentários da publicação, milhares de pessoas elogiaram a atitude da modelo, inclusive seu marido Tom Brady. “Sempre nutrindo, sempre amando”, escreveu o jogador de futebol americano referindo-se à esposa. “Ai, amo esses babys”, afirmou a atriz Ísis Valverde.

O envolvimento das crianças no resgate do beija-flor também foi bastante aplaudido pelos internautas. “As crianças nessa idade absorvem muito, ensiná-las a cuidar e amar os animais é uma forma muito boa para torná-los seres humanos melhores! Que também aprendamos a cuidar um dos outros dessa forma! Por um mundo com mais amor, muito bonita a história, já aqueceu nossos dias!”, diz um dos comentários feitos na postagem de Gisele.

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Polícia identifica estudantes envolvidos em castração de cachorro em república

Foto: PMA

A Polícia Civil identificou os estudantes suspeitos de envolvimento na castração irregular de um cachorro que foi submetido a sofrimento ao ser esterilizado dentro de uma república universitária em Presidente Prudente, no estado de São Paulo. Um inquérito foi aberto para investigar o caso.

De acordo com o delegado responsável pelo inquérito, foram identificados quatro estudantes. “Vamos providenciar o depoimento deles para ver o que vão relatar a respeito do fato”, explicou ao G1 Mateus Nagano da Silva, delegado da Central de Polícia Judiciária (CPJ). “Além disso, também vamos ouvir os policiais ambientais que atenderam a ocorrência, o responsável pela casa de proteção de animais e o médico veterinário que constatou a castração”, completou.

Na noite da última segunda-feira (14), o cachorro castrado e outro animal encontrado no imóvel foram resgatados durante operação policial. Imagens feitas no local pelas autoridades serão enviadas para análise pericial da Polícia Científica.

Com a abertura do inquérito, os jovens passam a ser réus em um processo pela prática de maus-tratos a cães. O crime, previsto no artigo 32 da lei 9.605/98, pode ser punido com até cinco anos de prisão, além de multa e da proibição de tutelar animais.

A ação dos jovens foi criticada pela Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), responsável pelo curso de medicina veterinária em Presidente Prudente. “Informamos que não compactuamos e repudiamos atitudes que denigram a saúde mental ou física de qualquer ser vivo. Temos, inclusive Comitês de Ética que regulam todo tratamento com animais na universidade. Mesmo que tal fato tenha ocorrido fora do ambiental acadêmico, se comprovado ato ou crime, os estudantes estarão sujeitos às penalidades da lei e do regimento geral da instituição. Lembramos que a Unoeste é referência no atendimento a animais de pequeno e grande porte na região. Seus serviços colaboram para o bem-estar dos animais e consequentemente do ser humano. Trataremos o caso com toda a atenção merecida”, afirmou a instituição.

O caso também foi alvo de uma nota de repúdio assinada pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP). No comunicado, o CRMV afirma que “repudia veementemente os atos praticados”. “Fotos e vídeos publicados nas redes sociais mostram a prática de uma castração irregular de um cão, causando nítido sofrimento, além de ser fora do ambiente supervisionado da universidade ou de estabelecimento médico-veterinário, colocando em risco o bem-estar e a saúde animal”, diz a nota.

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Lontra é resgatada após buscar abrigo em motor de carro na Escócia

Foto: Divulgação/Facebook/Scottish SPCA

Uma lontra teve sua vida salva após buscar abrigo no motor de um carro na Escócia. Assustado, o animal silvestre acessou a parte interna do capô do automóvel, o que poderia ter lhe rendido ferimentos caso o motorista saísse com o veículo.

O escocês, entretanto, logo percebeu que havia algo errado e se deparou com a lontra. Para salvá-la, ele acionou equipes de resgate da Scottish Society for Prevention of Cruelty to Animals (SSPCA).

A suspeita é de que o animal tenha buscado abrigo no motor porque o veículo havia sido estacionado nas proximidades de um lago em Edimburgo, local onde as lontras vivem.

“Recebemos um telefonema em nossa linha de ajuda sobre uma lontra que havia bizarramente conseguido ficar presa dentro da carroceria de um carro! A pobre lontra ficou assustada com os moradores e é provável que usou o carro como abrigo para se esconder”, disse a SSPCA em uma publicação nas redes sociais.

De acordo com a entidade, não é incomum ver lontras longe da água. “Havia um lago próximo, então pode ser onde ele esteve ou para onde estava indo”, informou a instituição.

Embora tenha enviado socorristas ao local, a ação da SSPCA não foi necessária. Isso porque a tentativa de resgate assustou ainda mais a lontra, que conseguiu se desprender do motor do carro por conta própria e, em seguida, fugiu.

De acordo com os funcionários da instituição, não foi possível “fazer uma verificação completa” no animal para ter certeza sobre seu estado de saúde. No entanto, eles acreditam que “é improvável que a lontra tenha se ferido” porque ela não conseguiria fugir se estivesse com algum ferimento pelo corpo.

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Quatro baleias ficam presas a redes de pesca e duas morrem em Florianópolis (SC)

Foto: Polícia Militar Ambiental/Reprodução

Quatro baleias-jubarte ficaram presas a redes de pesca no litoral de Florianópolis, em Santa Catarina, e duas delas foram encontradas já sem vida. As outras foram libertas e puderam voltar a nadar em alto mar livres dos equipamentos de pesca.

Os casos foram registrados pela Polícia Militar Ambiental (PMA) nos últimos dias. De acordo com a instituição, as ocorrências coincidem com o período em que a tainha, espécie de peixe, é explorada para a pesca e redes fixas são colocadas em vários pontos do litoral.

Em todo o Brasil, foram registrados 14 casos de emalhes baleias até a última terça-feira (15), sendo que pelo menos cinco delas morreram. No estado de Santa Catarina, nove baleias ficaram presas a redes de pesca e seis foram libertas com vida. Os dados alarmantes pertencem ao Protocolo de Encalhes e Desenredamento de Baleias da APA da Baleia Franca.

A PMA afirma recolher redes diariamente durante fiscalização realizada nos arredores de Florianópolis. “Ocorre que com o aumento no surgimento das baleias coincidentemente no inverno e na época da tainha, também houve aumento no número das redes fixas (proibidas pela legislação, portanto redes irregulares). O crescimento nas ocorrências de enredamento de baleias vem preocupando”, disse ao G1 o policial militar ambiental Roberto Salles Pereira Oliveira.

Foto: R3 Animal/Divulgação

O biólogo e professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Jorge Freitas, explicou que as baleias têm dificuldade para nadar quando estão presas às redes. “Em determinado momento, elas não conseguem mais voltar a superfície para respirar e aí morrem afogadas”, relatou. Os casos são investigados pelas autoridades.

As vítimas dessas redes, porém, não são apenas as baleias. Isso porque esses equipamentos são feitos de material resistente e permanecem por anos no fundo do mar. “Elas acabam pescando e matando outros peixes, tartarugas e animais marinhos que vivem no fundo do mar”, comentou o biólogo.

No caso das baleias presas ao equipamentos pesqueiros em Florianópolis, uma delas foi liberta na terça-feira (15) após passar horas presa à rede na região da Ilha do Francês. Outra baleia foi solta por moradores da região após se prender em uma rede fixa instalada no Pântano do Sul enquanto, segundo testemunhas, fugia da perseguição de uma lancha. A atitude dos moradores, porém, foi desaconselhada pela PMA. “Existe um protocolo internacional de desenredamento de baleia, e não se deve se aproximar dos animais. [A PMA] atua em conjunto com diversos órgãos e é necessário ter as ferramentas e o treinamento adequado para a operação. Ao avistar uma baleia enredada deve-se marcar a coordenada geográfica e avisar aos órgãos competentes”, afirmou a instituição por meio de nota.

Outras baleias, no entanto, não tiveram a sorte de serem libertas das redes com vida. Uma delas foi encontrada morta na praia da Solidão no último sábado (12). De acordo com as autoridades, a baleia-jubarte era jovem e estava com uma rede na boca. No corpo do animal também foram encontrados equipamentos pesqueiros e, ainda segundo as autoridades, “não se sabe o quanto mais de rede tinha na calda”. A outra baleia que morreu estava à deriva no costão da praia da Galheta, com um equipamento pesqueiro enrolado ao corpo.

Foto: R3 Animal/Divulgação

Os dois corpos não foram retirados do mar porque, conforme explicitado pela PMA, é preciso que os animais mortos encalhem nas praias para serem submetidos à necrópsia e ao sepultamento. No entanto, a permanência dos corpos em alto mar pode levar a uma espécie de explosão das baleias. Isso porque a gordura densa das jubartes impede a saída de gases gerados pela decomposição, podendo haver rompimento dos corpos e, por consequência, poluição local por meio da matéria orgânica.

“O mais coerente é esperar esses animais encalharem na costa. Há chance de ruptura, mas isso não gera risco sanitário ou ambiental. As carcaças no mar servem de alimento para outros animais. Inclusive para os tubarões. Mas isso não quer dizer que haja risco para a população, já que eles estão no local em razão do alimento disponível”, concluiu o biólogo Jorge Freitas.

Foto: R3 Animal/Divulgação
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Homem mata cão com pedaço de concreto: ‘cachorro dócil e querido pelos vizinhos’

Foto: Divulgação/Polícia Civil

Um homem matou um cachorro ao arremessar um pedaço de concreto contra o animal em Aparecida de Goiânia, no estado de Goiás. O crime foi registrado por câmeras de segurança de residências do Jardim Tropical.

Na tarde do último domingo (13), o cachorro estava brincando com outro cão em frente à casa onde morava quando foi brutalmente agredido por um homem que passava pelo local.

Nas imagens, é possível ver o agressor caminhando ao lado de um ciclista. Em seguida, ele pega um pedaço de concreto no chão e persegue um dos cães, que foge assustado. Ao perceber que o outro cachorro permaneceu no local, o homem caminhou na direção do animal e o agrediu. Ferido, o cão agonizou na calçada.

O caso é investigado pelas autoridades e, segundo o delegado responsável pelo caso, o animal assassinado era amado por todos no bairro.

“Era muito querido pela vizinhança, um cachorro dócil, não dava trabalho, no máximo uma corridinha atrás de bicicleta, mas era coisa de cachorro”, disse ao G1 o delegado da Polícia Civil Jonatas Barbosa.

Durante as investigações, os policiais encontraram imagens de um posto de gasolina que registraram o homem ao lado do ciclista. Até o momento, a identidade do agressor não foi identificada.

Foto: Divulgação/Polícia Civil

Ao serem questionados pelos investigadores, os vizinhos do tutor do cão morto disseram não conhecer o autor do crime, que aparenta ser um homem mais velho.

“Sobre a suposta autoria, não sabemos ainda quem se trata. Estamos buscando câmeras e o próximo passo é correr atrás do pessoal da área”, pontuou Jonatas.

O delegado pede que a população de Aparecida de Goiânia colabore com as investigações. Denúncias podem ser feitas através do telefone (62) 3201-1773.

Cães e gatos não devem ter acesso à rua

É importante que cães passeiem na rua apenas junto dos tutores e que gatos saiam às ruas apenas com a família caso se sintam confortáveis para fazê-lo, visto que se estressam facilmente – ambos devem usar guia adequada para a espécie para evitar fugas e acidentes.

Permitir que esses animais saiam à rua, mesmo para saídas rápidas, é perigoso, já que os deixa vulneráveis a sequestros, atropelamentos, agressões, envenenamentos, brigas com outros animais e até mesmo ao risco de contrair doenças, algumas delas fatais.

No caso dos cães, muros altos e portões são suficientes para mantê-los seguros em casa. Com os gatos, é necessários ter cuidados extras, seja mantendo portas e janelas fechadas ou colocando telas nas janelas ou nos quintais para impedir que eles saiam.

É necessário reforçar que gatos são animais domésticos e que a necessidade de liberdade é instintiva apenas para os animais selvagens – portanto, um gato pode viver uma vida muito feliz sem ter acesso à rua, até mesmo aqueles que demoram a se adaptar a essa nova realidade por já estarem acostumados a sair de casa sozinhos.

Para adaptá-los ao lar, basta oferecer distrações – como brinquedos e locais nos quais eles possam subir -, alimentação, cuidados e carinho. Em caso de gatos com mais dificuldade de adaptação, castrá-los (o que também lhes garante qualidade de vida) e mantê-los restritos a um único comodo da casa, com janelas e portas fechadas, por cerca de uma semana antes de liberar o acesso ao resto da casa pode auxiliar na adaptação, que também pode ser facilitada através do uso de florais comercializados em pet shops.

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